Pontes ou Bridges

Termo utilizado para designar um dispositivo que liga duas redes informáticas que usam protocolos distintos.
Exemplo de Pontes ou Bridges
Gateway

Dispositivo intermediário, que geralmente é destinado:
→ a interligar redes;
→ a separar domínios de colisão;
→ traduzir protocolos.


Exemplo de um Gateway
Brouter

Dispositivos híbridos que combinam as características das Pontes ou Bridges e dos Routers. São, então, dispositivos para ligação de redes informáticas que incorporam as funcionalidades de Pontes ou Bridges e de Routers. No entanto, os Brouters possuem um número limitado de Protocolos e trabalham por encaminhamento sempre que possível.


Exemplo de um Brouter

Protocolos de Routing - Definições e Características

→ No inicio a troca da informação de encaminhamento era feita através do protocolo '''GGP''' (Gateway to Gateway Protocol).

→ Seguidamente, o número de gateways aumentou e, consequentemente, a dimensão da tabela de encaminhamento também aumentou. O número de actualizações, o número de quebra de linhas e o número de gateways a ligarem e a desligarem, também aumentou. Tudo isto influenciava o aumento de comunicação entre os gateways para se adaptarem a cada uma das alterações.

→ Surgiu então o modelo hierárquico – a Internet foi dividida entre diversos Sistemas Autónomos com a atribuição de um número único a cada um desses sistemas.

→ Como estes gateways necessitavam de trocar informação foi criado o “EGP” - Exterior Gateway Protocol. Os nós dentro do mesmo Sistema Autónomo eram chamados de gateways internas e o protocolo de comunicação entre elas foi chamado de “IGP” - Interior Gateway Protocol.
RIP – Routing Information Protocol

Desenvolvido pela Xerox Corporation no início dos anos 80 para ser utilizado nas redes Xerox Network Systems (XNS).
É um protocolo de encaminhamento que é responsável por manter as tabelas de encaminhamento entre os routers da mesma rede sempre actualizadas.
O RIP determina o melhor caminho entre dois pontos, tendo em conta somente o número de saltos (hops) entre eles. Esta técnica ignora outros factores que fazem diferença nas linhas entre os dois pontos. Factores esses tais como a velocidade e utilização das mesmas e outras métricas que podem fazer diferença na determinação do melhor percurso entre dois pontos.



Exemplo do protocolo RIP

Características:

→ A métrica é simples e não tem em consideração factores como capacidade ou a carga de um link;
→ A métrica limita a rede a 15 hops - O RIP utiliza uma única métrica para encaminhamento e para medir a distância entre a rede de origem e a de destino;
→ Duas máquinas directas, estão à distância de um salto;
→ O tempo de convergência (número de ciclos) em certas circunstâncias pode ser significativo;
→ Sem a versão 2, não suporta VLSM - variable length subnetmasks nem CIDR - Classless Inter-Domain Routing;
→ Guardam-se sempre os melhores caminhos e evita oscilações entre caminhos com a mesma distância;
→ Esquece um caminho se não souber nada, após 180 segundos;
→ Boas notícias voam, as más arrastam-se.
IGRP – Internet Group Routing Protocol

Protocolo de encaminhamento que veio colmatar algumas das limitações do RIP.
Possui métrica composta; o tráfico pode ser dividido em várias rotas com métricas dentro de um determinado intervalo; várias características foram introduzidas para fornecer maior estabilidade em situações de mudança da topologia da rede (ligações que deixam de estar funcionais, por exemplo), com o objectivo de prevenir o aparecimento dos loops.


Exemplo do protocolo IGRP
Características:

→ Baixo overhead, isto é, o IGRP não utiliza uma largura de banda maior do que a necessária para as suas funções;
→ Divisão do tráfico entre várias rotas paralelas quando são aproximadamente iguais;
→ Não podem haver loops;
→ Encaminhamento estável até mesmo numa rede grande e complexa;
→ Capacidade de manipulação de múltiplos tipos de serviços com um conjunto simples de informações;
→ Resposta rápida nas mudanças de topologia da rede;
→ Contabilização de taxas de erros e nível de tráfico em diferentes caminhos.
EIGRP – Enhanced Interior Gateway Routing Protocol

Um desenvolvimento, realizado pela CISCO a partir do protocolo IGRP para suportar redes grandes, complexas e críticas.
O EIGRP combina protocolos de encaminhamento baseados no Distance-Vector Routing com os mais recentes protocolos baseados no algoritmo de Link-State.
Uma desvantagem do EIGRP, assim como do IGRP, é o facto de ambos serem da propriedade da Cisco Systems.

Exemplo do protocolo EIGRP
Características:
→ Suporta agregação e VLSM;
→ Suporta mais do que um sistema autónomo (conjunto de routers que partilham informação) por router;
→ Utiliza o algoritmo DUAL (Diffusing Update Algorithm) para efectuar as actualizações;
→ Envia a máscara de subrede nas actualizações;
→ Convergência rápida;
→ Uso eficiente da largura de banda;
→ Envia toda a tabela de encaminhamento no inicio. Depois apenas as alterações são divulgadas.